terça-feira, 26 de maio de 2009

Para as próximas 24 horas


Para as Próximas 24 Horas - Lauro Trevisam

Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.

Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras, conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que sou.

Como penso que sou feliz, logo sou.

Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa e farei da festa a minha vida.

Só por hoje tomarei um porre.

Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz, depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí esquece onde a colocou.

Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.

Só por hoje rirei à toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto a história daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar as lentes.

Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda opinião contrária.

Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo.

Já estou rindo.

Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser.

Só por hoje guardarei a serenidade no baú e deixarei que a criança interior brinque comigo o tempo todo.

Só por hoje estarei tão bem-humorado que rirei até daquele anúncio que diz:

"Vende-se uma mala por motivo de viagem."

Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz.

Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade.

Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom-humor.

Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas de bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas.

Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.

Só por hoje hastearei a bandeira do bom-humor sobre meu próprio território.

Só por hoje decidirei que sou definitivamente FELIZ.

Lauro Trevisam

terça-feira, 19 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Folhas de outono

Folhas de outono
Fotos- Rose Nakamura








terça-feira, 12 de maio de 2009

azaléias






segunda-feira, 11 de maio de 2009

Você sabe ou você sente?


Você sabe ou você sente?


Arthur da Távola


Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?

Falam de tudo.

Da moral, do comportamento, dos sentimentos,

das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros,

das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices,

grandezas, feitos, espantos.

Sobretudo falam do comportamento.

E falam porque supõem saber.

Mas não sabem.

Porque jamais foram capazes de sentir

como o outro sente.

Se sentissem não falariam.

Só pode falar da dor de perder um filho,

um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida

por tal amputação de vida.

Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.

As pessoas falam da reação das outras

e do comportamento delas quase sempre

sem jamais terem sentido o que elas sentiram.

Mas sentir o que o outro sente

não significa sentir por ele.

Isso é masoquismo.

Significa perceber o que ele sente

e ser suficientemente forte para ajudá-lo

exatamente pela capacidade de não se contaminar

com o que o machucou.

Se nos deixarmos contaminar (fecundar?)

pelo sentimento que o outro está sentindo,

como teremos forças para ajudá-lo?

Só quem já foi capaz de sentir

os muitos sentimentos do mundo

é capaz de saber algo sobre as outras pessoas

e aceitá-las, com tolerância.

Sentir os muitos sentimentos do mundo

não é ser uma caixa de sofrimentos.

Isso é ser infeliz.

Sentir os muitos sentimentos do mundo

é abrir-se a qualquer forma de sentimento.

É analisá-los interiormente,

deixar todos os sentimentos de que somos dotados

fluir sem barreiras, sem medos,

os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos,

os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.

Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas

todos os próprios sentimentos, pode sabê-los,

de senti-los no próximo.

Espere florescer a árvore do próprio sentimento.

Vivendo, aceitando as podas da realidade

e se possível fecundando.

A verdade é que só sabemos o que já sentimos.

Podemos intuir, perceber, atinar;

podemos até, conhecer.

Mas saber jamais.

Só se sabe aquilo que já se sentiu.

sábado, 9 de maio de 2009

Quando você achou que eu não estava olhando...


Foto- Rose Nakamura

Quando você achou que eu não estava olhando...





...eu vi você pendurar meu primeiro desenho

na porta da geladeira,

e imediatamente, quis fazer outro desenho.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você

alimentando um gato perdido,

e aprendi que é muito bom tratar bem os animais.

Quando você achou que eu não estava olhando,

eu vi lágrimas em seus olhos,

e eu aprendi que, às vezes, coisas nos machucam,

mas que é permitido chorar.

Quando você achou que eu não estava olhando,

eu vi você fazer para mim o meu bolo favorito,

e aprendi que pequenas coisas podem ser

muito especiais na vida das pessoas.

Quando você achou que eu não estava olhando,

eu vi você rezando e eu soube que há um Deus

com quem eu podia sempre conversar e aprendi a confiar neste Deus.

Quando você achou que eu não estava olhando,

eu senti o seu beijo de boa noite.

Senti-me amado e protegido. Eu vi você fazendo comida

e levando para uma amiga que estava doente.

Eu aprendi que todos nós devemos nos ajudar e cuidar dos outros

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você

cuidar da nossa casa e de todos que moram nela,

e eu aprendi que temos que cuidar de tudo que nos foi dado.

Eu aprendi, como uma das maiores lições de vida,

que eu precisava aprender com você

a ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.

Quando você achou que eu não estava olhando,

eu olhei para você e quis dizer:

"Obrigado por todas as coisas que eu vi quando você

pensou que eu não estava olhando.

Obrigado mamãe!

Desconheço
autoria

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Viagem de trem

Arquivo pessoal


Para Sempre


Foto- Rose Nakamura
Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Flores para amigos do DiHITT

Flores para amigos do DiHITT

Eu fiquei ausente por uma semana. Retornando vi que recebi muitos selos e fiquei muito feliz pelo reconhecimento do meu trabalho e pela sincera amizade que tenho por todos. Confesso que tenho aprendido muito com vocês e passado momentos maravilhosos. estou retribuindo esse carinho com flores se gostar de alguma pode levar, ficarei muito feliz. Um abraço com muito carinho.

Rose Nakamura













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