quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quando o amor acenar


Foto- Rose Nakamura
Tema lírio branco
local-Japão

Quando o amor acenar, siga-o ainda que por

caminhos ásperos e íngremes.

E quando suas asas o envolverem, renda-se a

ele ainda que a lâmina escondida sob suas asa possa feri-lo.

E quando ele falar a você, acredite no que ele

diz ainda que sua voz possa destroçar seus

sonhos, assim como o vento norte devasta o jardim.

Pois, se o amor coroa, ele também o crucifica.

Se o ajuda a crescer, também o diminui.

Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos

mais tenros que tremem ao sol, também o

faz descer às raízes e abala sua ligação com a terra.

Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro.

Debulha-o até deixá-lo nu.

Transforma-o, livrando-o de sua palha.

Tritura-o, até torná-lo branco.

Amassa-o, até deixá-lo macio e, então,

submeta-o ao fogo para que se transforme em

pão, no banquete sagrado de Deus.

Todas essa coisas pode o amor fazer para que

você conheça os segredos de seu coração e,

com esse conhecimento, se torne um

fragmento do coração da VIDA.

Khalil Gibran

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