domingo, 14 de novembro de 2010

Ausência

                                                    

Por muito tempo achei que a ausência é falta. 
E lastimava, ignorante, a falta. 
Hoje não a lastimo. 
Não há falta na ausência. 
A ausência é um estar em mim. 
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, 
que rio e danço e invento exclamações alegres, 
porque a ausência assimilada, 
 ninguém a rouba mais de mim.



Carlos Drumond de Andrade
 


2 comentários:

  1. Parabéns pelo post de Drumond, que as vezes não sempre ausência é um estar em mim. Como diz o Poeta e escritor com Bela inspiração.

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  2. Carlos Drummond de Andrade dispensa comentários, Rose!

    Lindo poema! Bela postagem!

    Um beijão...

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