quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mãos dadas


Mãos dadas
Carlos Drumnond de Andrade
Foto- Rose Nakamura

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos,
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

5 comentários:

  1. Quantas saudades temos de ti querido Drumond.
    com certeza estás a declamar junto de Cora,Assis,Camões e tantos outros.
    Se pudesses me ouvir pediria que também tivesses um te a te com os poetas da música,que tanto nos fazem falta...Cazuza,Renato Russo,Jobim,Jamelão......
    Viva a poesia

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  2. Rose,

    Uma flor maravilhosa e um poema lindo!

    Beijos
    Luísa

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  3. SAUDAÇÕES!
    AMIGA ROSE,
    Ultimamente minha amiga está postando poesias extraordinárias e em especial de autores consagrados!
    Parabéns pela linda poesia!
    Abraços!
    LISON.

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  4. Oi Rose, e de mãos dadas pego essa carona com você para prestigiar Drumond.
    abraços

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  5. Lindo seu blog, amiga!!!!
    muito capricho e belas flores...
    beijos

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