sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Florescer


camélia vermelha

Refletindo sobre esse texto
Penso que estou aprendendo a florescer. Hoje
Não olho apenas as dificuldades, mas observo tudo em minha volta em minhas caminhadas, vou fotografando,
Filmando, aprendendo pesquisando. Não encontrei conchinhas como está escrito no livro, mas reencontrei
A natureza

                                                                                        instagram Rose Nakamura

Este vídeo fiz mostrando um passeio maravilhoso

Aprendendo a Florescer


Ela era uma jovem das famílias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietnã. Antes, deveria passar por um treinamento de um mês. Enamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. 

Ao menos poderia passar o mês do treinamento próximo dele, antes de sua partida para terras tão longínquas e perigosas. Próximo à base do deserto da Califórnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de índios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal.

O primeiro dia foi de felicidade.Ele chegou cansado, queimado pelo sol de até 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se.  Foi romântico e maravilhoso. Ao final da semana estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando
em desespero. O marido chegava exausto do treinamento que começava às cinco horas da manhã e terminava às dez horas da noite. 

Ela era viúva de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a mãe, dizendo que não agüentava mais e perguntando se deveria abandoná-lo. Alguns dias depois, recebeu a resposta.

A velha senhora, de muito bom senso lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim: "Dois homens viviam em uma cela de imunda prisão. Um deles olhava para o alto enxergava estrelas.
 

O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abraços. Mamãe." A jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo olhar estrela ou contemplar a lama era sua opção.Pela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores.
 

Logo adiante surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, belíssimas. Quando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu tão aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia.
 

Quando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo.Descobrira que o deserto era um mar de belezas. De seus estudos e pesquisas resultou um livro que é considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Califórnia um dia foi fundo de mar e é um um imenso depósito de fósseis e riquezas minerais.
 

Mais tarde, com o retorno do esposo do Vietnã, ela voltou a Los Angeles com a vida enriquecida por experiências salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara. Existem flores nos jardins bem cuidados.

Existem flores agrestes em pleno coração do árduo deserto. Existem flores perdidas pelas orlas dos caminhos enfeitando veredas anônimas. Muitas sementes manifestam sua vida a partir de um pequeno grão de terra, florescendo perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria está em florescer onde se é plantado. Florescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as águas abundantes.
 

Florescer, ainda que e as condições de calor e umidade nem sempre sejam as favoráveis...
 

(Baseado em palestra de Divaldo P. Franco Floresça onde for plantado)
 

Fonte- http://www.rivalcir.com.br/

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