terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Entre o luar e o arvoredo


Entre o luar e o arvoredo,
Entre o desejo e não pensar
Meu ser secreto vai a medo
Entre o arvoredo e o luar.
Tudo é longínquo, tudo é enredo.
Tudo é não ter nem encontrar.
Entre o que a brisa traz e a hora,
Entre o que foi e o que a alma faz,
Meu ser oculto já não chora
Entre a hora e o que a brisa traz.
Tudo não foi, tudo se ignora.
Tudo em silêncio se desfaz.

(Fernando Pessoa)

2 comentários:

  1. Essa foto ficou divina!
    A poesia é linda!

    Abraço
    Serenissima

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  2. Essa foto ficou muito linda... Tem um ar de mistério... hehehehe... Seu blog é muito bom, gostei muito dele!

    Beijos

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